Um personagem que descreve o brasileiro, Pedro o pedreiro.

Pedro pedreiro penseiro esperando o trem Manhã parece, carece de esperar também Para o bem de quem tem bem de quem não tem vintém Pedro pedreiro fica assim pensando Assim pensando o tempo passa e a gente vai ficando pra trás Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento desde o ano passado para o mês que vem Pedro pedreiro espera o carnaval E a sorte grande do bilhete pela federal todo mês Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem Esperando a festa, esperando a sorte E a mulher de Pedro está esperando um filho pra esperar também Pedro pedreiro está esperando a morte Ou esperando o dia de voltar pro Norte Pedro não sabe mas talvez no fundo espere alguma coisa mais linda que o mundo Maior do que o mar, mas pra que sonhar se dá o desespero de esperar demais Pedro pedreiro quer voltar atrás, quer ser pedreiro pobre e nada mais, sem ficar Esperando, esperando, esperando, esperando o sol Esperando o trem, esperando aumento para o mês que vem Esperando um filho pra esperar também Esperando a festa, esperando a sorte, esperando a morte, esperando o Norte Esperando o dia de esperar ninguém, esperando enfim, nada mais além Que a esperança aflita, bendita, infinita do apito de um trem Pedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando Pedro pedreiro pedreiro esperando o trem Que já vem, que já vem, que já vem, que já vem...

Escrito por moralez às 01h43
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o que dizer?

O que dizer de um dia como hoje? que o trampo tava tranquilo, um dia que fui ao dentista e ele cutucou minha gengiva com um " instrumento" que parecia um anzol, parecia até um garimpeiro cutucando um morro em serra pelada pra ver se achava ouro, de um dia que fui ao anima mundi com a minha namorada e curtimos uma sessão de filmes de uma produtora inglesa muito bons abraçados nesse friozinho de 12 graus, de um dia em que descobri que aquele efeito de camera giratória congelada não foi pioneira no matrix e assisti uma animação feita com o mesmo recurso de câmera em 1980, de um dia que cheguei em casa com fome de leão e encontrei 2 pães tão duros quanto eu, estavam deprimidos os coitados, ninguém se aproximava deles há 2 dias, taquei sarsicha e mandei ver, de um dia em que eu chego em casa com todo um texto pra falar sobre as animações na cabeça e escrever no blog e encontro além dos pães duros , 2 cartas do bradesco afirmando que sou muito mais duro que os pães e não tenho grana pra cobrir a dívida. o que dizer? pois vou dizer, imagine que você está numa piscina de bosta até o pescoço e lá embaixo sente alguém puxar seu pé. esse cara sou eu, atolado na bosta hoje, eu nem sofro tanto assim talvez e muito menos tenho complexo de mártir do tipo seu problema é sempre menor que o meu, eu queria mais uma vez registrar um dia comum e claro tive a idéia da piscina de merda e não podia perder a piada.

Escrito por moralez às 01h11
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